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Erros cognitivos que te atrapalham

Atualizado: 28 de mai.

Existem 11 erros cognitivos que te atrapalham, e este artigo irá descrever cada um deles. Todos nós, alguma vez na vida, tivemos pensamentos que nos estagnaram a ponto de nos fazer não sair do lugar onde estávamos. Isso te soa familiar? O nome disso é erro cognitivo que te atrapalha e também pode ser chamado de crença disfuncional.


O nosso cérebro é programado a obedecer nossos pensamentos e, por isso, nossas ações são convergentes a tudo o que temos como crenças. Podemos citar alguns exemplos de erros cognitivos de te atrapalham, como quando eu acredito que sou incapaz. Se esta é minha crença, certamente todas as minhas escolhas e ações estarão imersas em um padrão mais negativo, seja supervalorizando as outras pessoas e negligenciando a si próprio, ou tendendo a entrar em um estado depressivo crescente.


Da mesma forma, se você consegue identificar seus padrões de pensamentos a partir da técnica do RPD, e com a ajuda de um psicólogo, fica mais fácil de modificá-los e, por consequência, moldar seus comportamentos e sentimentos, melhorando sua qualidade de vida, colaborando com que você deixe de ter erros cognitivos que te atrapalham.


Assim, ao conhecer os 11 erros cognitivos que te atrapalham, você melhora não somente o seu desempenho nas diversas atividades cotidianas, como também seu relacionamento interpessoal. Com isso, acelera suas conexões sem perder tempo com incômodos íntimos, comuns ao sofrimento emocional, por exemplo. Não é que deixarão de existir, mas você terá controle sobre eles.


O que são erros cognitivos?


Antes de conhecermos os 11 erros cognitivos que te atrapalham, é importante saber o que são erros cognitivos.


Tendo por base a introdução, são aqueles pensamentos que te levam para baixo, gerando emoções negativas e comportamentos disfuncionais, o que atrapalha o seu desempenho em diversas atividades cotidianas, bem como suas relações.


11 erros cognitivos que te atrapalham


Agora que você já sabe o que são erros cognitivos, confira abaixo os 11 erros cognitivos que te atrapalham:


1- Pensamento dicotômico: O pensamento dicotômico é aquele preto no branco, ou tudo ou nada, sem que haja meio termo. Exemplo: “Se eu não for um sucesso total, eu serei um fracasso.”

2- Catastrofização: São aqueles pensamentos sempre voltados para o pior que pode acontecer, ignorando as possibilidades de acontecimentos positivos.

Exemplo: “Meu filho ainda não chegou, deve ter acontecido alguma coisa ruim. Esperarei mais um pouco, pois não conseguirei dormir mesmo.”

3- Minimização do positivo: Você não valoriza suas pequenas vitórias ou suas realizações, como se fossem normais e não merecessem reconhecimento.

Exemplo: “Eu fiz bem aquele projeto, mas isso não significa que eu seja competente; eu apenas tive sorte.”

4- Argumentação emocional: Suas avaliações de cada situação são sempre baseadas em emoções pessoais ao invés de utilizar a razão.

Exemplo: “Se eu me sinto incompetente significa que não faço nada certo.”

5- Rotulação: Conotações negativas para descrever a si próprio ou os outros, acreditando ser a realidade.

Exemplo: “Ele é um simplório!” “Os homens são todos iguais!”

6- Filtro mental: Você se concentra em um aspecto negativo para basear todo o seu julgamento.

Exemplo: “Porque a minha sobremesa não deu certo, o jantar foi medíocre.”

7- Leitura mental: Você acha que sabe o que passa na mente das pessoas sem perguntar a elas o que pensam.

Exemplo: “Ele está me olhando assim pois deve estar pensando que estou falando abobrinhas”.

8- Supergeneralização: Interpretação baseada em uma avaliação ampla, que contempla outras questões para além do foco da discussão.

Exemplo: “(Porque ela não está interessada em mim) eu nunca vou conquistar ninguém de quem eu goste.”

9- Personalização: Você acredita que tudo de negativo relacionado ao comportamento das pessoas está relacionado a você.

Exemplo: “Eu não cuidei bem do meu filho, por isso ele está internado no hospital”.

10- Ditadura dos deverias: Você possui regras e visões inflexíveis a respeito de si mesmo e dos outros, acabando por exagerar nas expectativas.

Exemplo: “Eu fiz um comentário bobo na reunião de hoje. Eu não deveria ter aberto a minha boca sem ter certeza do que estou prestes a dizer.”

11- Vitimização: Você tende a se sentir sempre vítima e não responsável pelas próprias escolhas.

Exemplo: Tende a culpar os outros pelas coisas que acontecem de ruim na vida pessoal, profissional e por aí vai.


É possível mudar os erros cognitivos que te atrapalham?


Sim. É possível mudar os erros cognitivos. Partindo da análise dos 11 erros cognitivos que te atrapalham, e identificando o erro cognitivo (ou os erros cognitivos) que predominam em sua manifestação, é possível mudá-los para pensamentos mais funcionais.


Como mudar os erros cognitivos que te atrapalham?


Para mudar os erros cognitivos, você precisa seguir alguns critérios abaixo. Lembrando que não é um processo simples e nem solitário, demandando, na maioria das vezes, uma ajuda profissional (de um psicólogo).


Para mudar os erros cognitivos, você deverá seguir os passos abaixo:


1- Identificar suas distorções cognitivas mais comuns (conforme lista acima);

2- Examinar as provas. Ou seja, analisar de maneira aprofundada uma experiência que tenha vivido recentemente que poderá  permitir com que você identifique a base dos seus pensamentos distorcidos. Se for muito auto-crítico, então, deverá identificar uma série de experiências e situações em que foi bem sucedido.

3- Método do duplo padrão. Falar para si mesmo, de forma compassiva e solidária, tal como iria conversar com um amigo numa situação semelhante a que enfrenta.

4- Pensar em tons de cinza ou com cor. Avaliar as coisas numa escala de 0-100. Quando um plano ou uma meta não é plenamente alcançado, deve pensar e avaliar a experiência como um sucesso parcial. Deve tentar  quantificar num valor (numa escala de 0-100). E não necessariamente certo/errado, ou Sucesso/insucesso, ou bem/mal.

5- Método de pesquisa. Se acredita que a sua ansiedade sobre um acontecimento é injustificada, verifique com alguns amigos ou familiares de confiança se esse sentimento é justificável e como eles lidariam com ele.

6- Definições. Analise os rótulos que dá a si mesmo. Esses rótulos têm certamente muito mais a ver com comportamentos e pensamentos inadequados que tem e que segue do que propriamente a ver consigo enquanto pessoa.

7- Re-atribuição. Muitas vezes, nós responsabilizamo-nos automaticamente pelos problemas e dificuldades que experimentamos. Você deve  identificar os fatores externos e outros indivíduos que contribuíram para o problema.

8- Análise custo-benefício. É útil listar as vantagens e desvantagens dos sentimentos, pensamentos e comportamentos. Uma análise de custo-benefício ajudará a determinar o que você pode ganhar pelo facto de estar a sentir-se mal, com pensamentos distorcidos, e comportamentos não desejados ou inadequados.




Caso precise de ajuda psicológica, entre em contato:

Psicóloga Michelly A. Ribeiro

CRP-08/27324

(45) 99131-3177





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